O mercado internacional do algodão encerrou a primeira semana de agosto com forte valorização, impulsionado por um cenário de estoques apertados e desafios climáticos globais. A deterioração da safra no Texas, castigada pelo calor intenso, e o apetite voraz da reserva estatal chinesa elevaram as cotações na Bolsa de Nova Iorque para os maiores níveis dos últimos meses. Com o contrato para dezembro de 2026 superando a barreira dos 83 cents de dólar, Lício Pena, diretor executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão, comenta que o momento exige atenção estratégica dos produtores mineiros diante da volatilidade dos fundos especulativos e das janelas de oportunidade que se abrem no mercado comprador.
O Brasil consolida sua posição de destaque no mercado global de algodão ao encerrar o ano comercial 25/26 com um recorde histórico de 3,3 milhões de toneladas exportadas, um crescimento de 19% que reafirma a competitividade da fibra nacional. O cenário internacional permanece em alerta: eventos climáticos extremos na China e a piora nas condições das lavouras americanas impulsionam a volatilidade nas bolsas. De um lado, Lício Pena ressalta que a demanda aquecida no Vietnã e na Turquia movimenta os estoques; do outro, a crise energética em Bangladesh e as monções na Índia trazem novos elementos de incerteza para o ciclo que se inicia.
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