Os Estados Unidos prorrogaram por mais um ano a ordem de emergência nacional contra o Brasil, mantendo em vigor a medida adotada pelo presidente Donald Trump em 2025. A decisão renova a justificativa de que ações do governo brasileiro representam uma ameaça à segurança, à política externa e à economia norte-americana, mas não cria sanções ou efeitos práticos além dos já existentes.
Gésio Passos tem mais informações direto da Rádio Nacional.
A nova tarifa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros investigados no âmbito da Seção 301 fará com que 32,9% das exportações do agronegócio brasileiro para o mercado americano passem a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%, resultado da soma com a tarifa de 25% anunciada anteriormente. Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), outros 12,3% dos embarques serão afetados apenas pela nova cobrança, enquanto 53% das exportações permanecerão isentas das duas medidas.
A CNA avalia que a medida reduz a competitividade dos produtos agropecuários brasileiros e deve afetar principalmente cadeias com maior dependência do mercado norte-americano. Entre elas estão os setores de pescados, que destinam cerca de 50% das exportações aos Estados Unidos, e de mel, cuja participação do mercado americano chega a 84%.
O jornalista Estevão Damázio, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) repercute esses impactos com Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da CNA.
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