Café

Café: o que esperar dos preços após maior alta da história?

Em uma movimentação que remete aos grandes episódios de 1994 e 1977, o mercado do café rompeu resistências e registrou a maior alta diária já vista. Com o olhar atento de quem acompanha o setor há 26 anos, o agente autônomo de investimentos João Santaella Neto detalha como essa explosão em Chicago reflete nos preços aqui no Brasil e por que as projeções apontam para alvos ainda mais ousados.

O mercado do café entrou em um terreno perigoso e fascinante, comparado por traders americanos às famosas ‘ações meme’ devido à volatilidade extrema e à forte presença de algoritmos de alta velocidade. Enquanto os fundos de investimento impulsionam os preços a patamares históricos em Chicago, no campo a realidade é de preocupação. Relatos vindos de grandes cooperativas indicam que o excesso de chuvas está ‘quebrando a xícara’: grãos que visualmente parecem finos, mas que não entregam a bebida esperada. Com os estoques certificados globais em queda e a ameaça climática do El Niño no horizonte, o analista Joãozinho Grafista alerta: o mercado está esticado e qualquer sinal de mudança no clima pode trazer uma correção tão rápida quanto a subida.

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