O mercado de feijão vive um momento de tensão com o avanço da colheita irrigada em polos como o Noroeste de Minas, Goiás e Mato Grosso. Embora a entrada desse novo volume pressione os preços, uma análise técnica revela que o valor da saca não precisaria, necessariamente, recuar abaixo da barreira dos 300 reais. Com uma demanda interna resiliente e a ausência de estoques suficientes para cobrir todo o segundo semestre, o produtor deve ficar atento aos fatores que sustentam o mercado, incluindo a escassez de variedades substitutas e as incertezas climáticas trazidas pelo El Niño para o final do ano. O presidente do IBRAFE, Marcelo Lüders, comenta a partir de agora quatro pontos fundamentais para negociar com consciência e evitar o prejuízo nesta safra.
O mercado brasileiro de feijão enfrenta um cenário de isolamento com a falta de oferta na Argentina e a redução de área nos Estados Unidos. Sem opções de importação e com o risco iminente do El Niño afetando a produção global de pulses, as evidências apontam para uma sustentação de preços e oportunidades estratégicas no próximo ano. Marcelo Lüders destaca com a falta de opções para compra pode impactar a vida do produtor brasileiro.
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