Arroz Feijão trigo

Feijão nobre a R$330; arroz e trigo devem continuar subindo!

O mercado global de trigo opera com viés de alta, impulsionado pela deterioração da qualidade das lavouras no Hemisfério Norte e pelo ritmo acelerado da colheita nos Estados Unidos, que indica um ciclo encurtado pelo clima. Com as posições futuras em Chicago já rompendo a barreira dos 7 dólares, o cenário internacional exerce pressão positiva sobre os preços domésticos. No Brasil, enquanto o Paraná inicia a colheita sob a tradicional queda de braço entre compradores e vendedores, as importações seguem em ritmo constante, acumulando quase 4 milhões de toneladas no ano. Vlamir Brandalizze comenta que esse contexto de oferta restrita e qualidade inferior nas safras de primavera e inverno americanas desenha um horizonte de valorização para o produtor brasileiro.

O mercado brasileiro de arroz atravessa um período de forte valorização e reequilíbrio comercial, consolidando um saldo exportador positivo que já supera as importações em mais de 260 mil toneladas neste ano. Enquanto o Rio Grande do Sul registra cotações em ascensão, com indicativos que rompem a barreira dos R$ 82,00, a pressão altista se reflete de forma direta nas gôndolas do varejo, onde o pacote de 5 kg já é comercializado majoritariamente acima dos R$ 20,00. Esse cenário de preços firmes coincide com o início do plantio em algumas regiões. Vlamir Brandalizze comenta que o momento reflete em uma atmosfera de incerteza quanto à extensão da área plantada, com projeções de retração que variam entre 5% e 15%.

Um levantamento da Federarroz identificou classificação inferior à declarada em 215 das 268 amostras selecionadas de arroz vendido como Tipo 1, o equivalente a 80,22% do conjunto analisado. As divergências foram encontradas nos seis estados percorridos. A entidade encaminhará os resultados às autoridades e buscará as medidas cabíveis nas esferas administrativa, cível e penal.
Nestor Tippa Júnior traz as informações direto da Agência Agroeffective.

Após um mês de julho marcado por quedas sucessivas, o mercado de feijão retoma o fôlego em agosto e apresenta uma trajetória de recuperação nas principais praças do país. A estratégia do produtor em segurar a oferta da terceira safra tem gerado uma pressão positiva sobre as cotações, forçando compradores a buscarem reposições urgentes para atender à demanda de início de setembro. No campo das variedades, o feijão carioca de alta qualidade já atinge patamares de até R$ 330,00 a saca. Com o consumo em alta nas gôndolas do varejo, Vlamir Brandalizze projeta um horizonte de valorização e queda de braço entre a ponta produtora e o setor comercial, consolidando um momento estratégico para a comercialização do grão.

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Material de referência geográfica
Produção de alimentos

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