Aumento dos custos de produção no mercado interno, avanço das importações e suspeita de práticas de dumping têm reduzido a competitividade dos produtores de alho no Brasil. Segundo a Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), o alho chinês chega ao país com preço cerca de 15% inferior ao custo da produção brasileira. Além da China, a Argentina também ampliou sua presença no mercado interno, sob suspeita de práticas desleais de comércio.
A Anapa entregou um pleito com dados sobre os custos de produção no Brasil e o volume de compras vindas da China e da Argentina. O documento pede duas ações. A primeira é a abertura de investigação antidumping sobre o alho argentino. Entre as alegações, está a de que o produto estaria entrando no Brasil fora dos padrões e classificações exigidos. A segunda demanda trata da medida antidumping atualmente aplicada aos fornecedores chineses.
O jornalista Estevão Damázio, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), conversa sobre os desafios do setor com Rafael Corsino, presidente das Associações Nacionais dos Produtores de Alho e Cebola. Eles comentam sobre o uso de tecnologias na cadeia e as preocupações com a mercadoria que vem do exterior.
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