As atenções do mercado do café se dividem entre os números robustos da safra brasileira e o teste de forças nos gráficos de preços, após um recuo de mais de 6% registrado em setembro. Com as cotações internacionais encontrando forte resistência na barreira dos 300 centavos de dólar e os vendidos pressionando o mercado, o agente autônomo de investimentos, João Santaella Neto, chama a atenção para o suporte estratégico na faixa dos 288 a 287 pontos. Ele se torna o divisor de águas para determinar se outubro trará uma nova onda de valorização ou continuidade da correção.
O mês de outubro começa com o mercado cafeeiro em ritmo de ajuste e forte volatilidade, marcado pela pressão do dólar sobre as cotações do café arábica e pela abertura oficial da nova safra de robusta no Vietnã. As atenções no cenário internacional também se voltam à queda nas exportações da Indonésia. No Brasil, com a colheita praticamente encerrada, o foco dos produtores e analistas se desloca inteiramente para o clima e o início da florada da safra 26/27. Enquanto as projeções de tempo seco em áreas de Minas Gerais geram apreensão e mantêm os preços firmes no mercado físico, Joãozinho Grafista ressalta que o avanço de um El Niño de forte intensidade promete desenhar um quadro de chuvas irregulares e decisivo para o comportamento das cotações nas próximas semanas.
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