“Loucura” no Café: Por que os preços dispararam quase 15%?
O mercado de café vive dias de extrema volatilidade, registrando uma valorização surpreendente de quase 15% no fechamento de junho. Este movimento de alta, que levou o café padrão bolsa ao patamar de 1.900 reais no Cerrado Mineiro, foi impulsionado por um fator climático crítico: chuvas inesperadas que atingiram o grão em pleno terreiro. Agora, o setor entra em julho testando resistências importantes e monitorando se os preços sustentam o rali ou se haverá uma realização de lucros, conforme detalha o agente autônomo de investimentos João Santaella Neto.
Alerta no Café: Chuvas recordes atrasam colheita e mexem com o mercado
O mercado de café arábica busca um ponto de equilíbrio após um mês de junho marcado por chuvas atípicas, que atingiram volumes de até 55 mm nas principais regiões produtoras. Esse cenário climático provocou um atraso significativo na colheita e gerou incertezas sobre a qualidade dos grãos que ficaram no terreiro. Enquanto consultorias como a Safras & Mercado e entidades como a Faemg divergem sobre o ritmo atual dos trabalhos, o produtor adota uma postura reticente, retirando ofertas do mercado físico. No entanto, com a previsão de tempo seco e temperaturas elevadas até meados de julho, a aceleração das máquinas no campo contrasta com a recente disparada de preços em Nova York.
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