O mercado global de milho vive uma semana de forte volatilidade e tendência altista, impulsionado por um relatório de oferta e demanda do USDA. O documento apontou queda na produtividade americana e corte nos estoques mundiais. Somado às tensões geopolíticas no Mar Negro e à valorização do trigo, o cereal registrou recuperação expressiva na Bolsa de Chicago, refletindo diretamente nas praças brasileiras com altas de até 7%. O agente autônomo de investimentos, João Santaella Neto, alerta para a importância das estratégias de hedge e destaca os sinais que indicam a formação de um pivô de alta, que podem levar as cotações a novos patamares nos próximos meses.
O mercado de grãos fechou a segunda semana de agosto em alerta após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreender o setor com um corte significativo nos estoques finais, apesar da revisão para cima na área de produção. No Brasil, a Conab também elevou suas projeções, estimando a safra em quase 143 milhões de toneladas, com a indústria do etanol se consolidando como um pilar essencial para o consumo doméstico. Joãozinho Grafista soma aos fundamentos o acirramento das tensões entre Rússia e Ucrânia e ataques a complexos portuários no Báltico impulsionaram as cotações do trigo, gerando um efeito dominó que elevou os preços do milho e da soja em Chicago.
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