Nas próximas décadas, o planeta enfrentará um dos seus testes mais complexos: garantir segurança alimentar para uma população projetada em quase 10 bilhões de pessoas. Para evitar crises severas de abastecimento e fome, estima-se que a produção mundial precisará crescer em 2 bilhões de toneladas até 2050 — saltando das atuais 10 bilhões para 12 bilhões de toneladas anuais.
Esse salto exige uma ampliação produtiva equivalente a cerca de 200 milhões de hectares. Contudo, quando se analisa o mapa global, pouquíssimas regiões reúnem viabilidade técnica, agronômica e ambiental para assumir essa demanda. Enquanto áreas em outros continentes enfrentam limitações severas de infraestrutura, conflitos e particularidades de solo — como dificuldades na fixação e equilíbrio de nutrientes essenciais —, o Brasil surge como o principal protagonista desse cenário.
O diferencial brasileiro não passa pela necessidade de avançar sobre biomas florestais. O país dispõe de aproximadamente 200 milhões de hectares dedicados a pastagens, dos quais cerca de 120 milhões encontram-se em algum estágio de degradação. A recuperação dessas áreas degradadas para a produção de cereais (como soja, milho e trigo), somada à intensificação vertical — produzindo mais safras e mais arrobas na mesma área —, é a chave para atender à demanda global de forma sustentável.
Cereais representam a fonte proteica e energética mais acessível e fundamental para a nutrição humana e animal. Além disso, a atividade agropecuária carrega uma força motriz transformadora: onde a produção rural se consolida, surgem vilas, cidades, comércios e empregos.
Para que o país cumpra esse papel humanitário e econômico, faz-se necessária uma visão de Estado que valorize o trabalho no campo. O homem da terra não busca privilégios; demanda segurança jurídica, respeito e liberdade para produzir com eficiência técnica e sustentabilidade.
Quer entender todos os detalhes, dados e posicionamentos desse debate sobre o futuro do agro? Assista ao vídeo com a conversa entre Francys de Oliveira e Fabrício Andrade no player abaixo e confira essa análise!
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