Com o avanço da colheita da segunda safra, o mercado de feijão registra uma retração significativa nos preços pagos ao produtor. O feijão carioca nobre, que chegou a ser negociado a 500 reais no mês passado, agora busca suporte na casa dos 370 a 390 reais, enquanto o feijão preto também opera em forte baixa. Vlamir Brandalizze comenta o descompasso entre o campo e o varejo e destaca a revisão da Conab, que elevou a projeção da safra nacional para mais de 3 milhões de toneladas. O mercado do arroz entra em uma nova fase com o encerramento do pico de colheita e o início de uma recuperação consistente nos preços. As cotações no Rio Grande do Sul começam a reagir e a saca já supera os 60 reais em diversas regiões. Já o cenário de escassez no Mato Grosso faz com que os preços possam atingir a marca dos 100 reais. Vlamir Brandalizze destaca o reflexo direto no varejo. Com o fim das promoções agressivas, o consumidor já sente uma alta média de 2 reais por pacote O mercado global de trigo opera em estado de alerta com a redução drástica na oferta dos principais exportadores. Enquanto bombardeios na Ucrânia comprometem terminais de embarque, a safra russa decepciona e os Estados Unidos confirmam um dos piores índices de qualidade da sua história. Esse cenário de escassez sustenta os preços em Chicago, com o suporte de seis dólares por bushel sendo testado. Vlamir Brandalizze avalia como essa pressão internacional reflete no Brasil, onde o plantio entra na reta final com boas condições climáticas, mas preços internos ainda acomodados.
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